homem no topo de uma montanha a olhar o vale

Cimeiro, um dos muitos covões para contemplar ao longo da Rota do Maçico Central.

ROTA DO MACIÇO CENTRAL,

PARQUE NATURAL DA SERRA DA ESTRELA

A Rota do Maciço Central tem tanto de majestosa como de rude e, sem dúvida, única em termos de traçado e de paisagem natural. Nesta rota o caminheiro poderá contemplar locais emblemáticos como o Covão d’ Ametade - local recomendado para iniciar o percurso -, o Covão Cimeiro, os Cântaros (Magro, Gordo e Raso), as Salgadeiras, a Lagoa do Peixão (ou da Paixão), a Ribeira da Candeeira, ou a Nave da Mestra (na derivação para as Penhas Douradas – Rota do Carvão).

A Torre, sendo o ponto mais alto de Portugal Continental, com 1 993 metros, onde D. João VI (1816-1826) mandou erigir uma estrutura em pedra para completar os 2 000 metros, é um dos locais importantes a visitar.

Devido à elevada precipitação e à topografia acidentada do terreno, existem ao longo desta rota zona vários tipos de ambientes aquáticos que acabam por constituir elementos singulares, tais como a Lagoa do Peixão e as Salgadeiras (conjunto de várias charcas).

sapatos em cima de uma pedra à beira de uma lagoa

Lagoa do Peixão ou "da Paixão".

Na paisagem surgem recortes por entre a vegetação, originados pelo pastoreio, que convive harmoniosamente com variadas espécies de fauna e flora. Devido à sua elevada altitude, o Maciço Central constituiu um local único no país, contribuindo para a existência de espécies raras e ancestrais, tais como o teixo, o zimbro-rasteiro, o vidoeiro, a tramazeira, o cervum, o arando e a fava-de-água. Os zimbrais, respondendo às condições particulares do ambiente onde se desenvolvem, crescem na horizontal, cobrindo as rochas com um autêntico manto verde.

Quanto à fauna, existem vestígios da existência de espécies com estatuto de conservação como o tartaranhão-caçador, a águia de Bonelli, o bufo-real, a águia-cobreira, o coelho-bravo e a ferreirinha-alpina. A enfrentar o risco de extinção, existem a toupeira-de-água, a lagartixa-da-montanha, a víbora-cornuda, o maçarico-das-rochas e o falcão-peregrino.

NOTA: Esta rota pode chegar aos 19,6 km com derivações mas, mesmo na sue percurso original, tem um grau de dificuldade elevado. Deve ser realizada no sentido dos ponteiros do relógio, mas evitada no inverno, dadas as baixas temperaturas, neve e formação de gelo. èr aconselhável o uso de uma aplicação GPS, ter boa capacidade física, levar alimentação energética, vestuário e calçado adequados. É recomendado o início da rota no Covão Covão d’ Ametade. 

Fonte e Fotos Trilhos Verdes | Câmara Municipal de Manteigas.

 

ROTA

Início e fim: Próximo Cruzamento EN 339 p/Torre. (Covão d'Ametade, aconselhado)

Coordenadas: 40.328072, -7.606558

Épocas aconselhadas: Primavera, verão e outono. 

 

DOCUMENTAÇÃO

Folheto informativo: aqui.

 

CONTACTOS ÚTEIS

Posto de Turismo de Manteigas: 275 981 129

GNR (Manteigas): 275 981 559

Bombeiros Voluntários de Manteigas: 275 982 333

10Km Distância
Circular Tipo
8h Duração
1423 Alt. Mínima
1931 Alt. Máxima
Muito difícil Dificuldade

 

NOTA Os caminhos dos percursos e a sinalética dos mesmos estão sujeitos ao desgaste provocado por vários fatores. Por prudência, a iNature recomenda o contacto com as entidades responsáveis pelos percursos para apurar o estado de conservação dos caminhos e da sinalética. Uma caminhada agradável começa na segurança da mesma.