A Paisagem Protegida da Serra do Açor, unidade que integra a Cordilheira Central em conjunto com a Serra da Estrela e a Serra da Lousã, foi criada em 1982 com o objetivo de proteger os valores naturais, culturais, científicos e recreativos que integra, com especial atenção à preservação da Mata da Margaraça. Esta Mata, com exposição Norte-Noroeste, ergue-se entre os 600 e os 850 metros de altitude. À data da sua classificação era testemunho da vegetação endógena de encostas xistosas no Centro de Portugal, ocupada por castanheiro (Castanea sativa), carvalho-roble ou alvarinho (Quercus robur), azereiro (Prunus lusitanica), loureiro (Laurus nobilis) e azevinho (Ilex aquifolium), entre outros, o que favorecia o crescimento de comunidades diversificadas como fungos, briófitos e animais, onde o açor (Accipiter gentilis), espécie que dá nome a esta área classificada, é espécie comum na Paisagem. 

 

 

A natureza xistosa, marcada por dobras e fraturas, caracteriza o relevo da Serra do Açor, sulcada por vales com grandes quedas, encaixados por linhas de água, onde se encontram acidentes como as quedas de água da Fraga da Pena, que se fazem ladear por exemplares notáveis de espécies vegetais. Alimenta as bacias hidrográficas do Mondego, Zêzere e Alva.

 

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