Aldeia História de Castelo Novo

3 DIAS NA SERRA DA GARDUNHA, POR NUNO GARCIA

É um profundo conhecedor da Serra da Gardunha e da sua envolvente. Atualmente, lidera a associação Caminheiros da Gardunha, um Grupo de Interesse pela Natureza, como se autointitulam. Ao longo do ano organizam dezenas de atividades na e à volta da Serra, sempre com o mesmo objetivo, dar a conhecer os patrimónios da região e contagiar as pessoas com o gosto pela natureza. A iNature perguntou-lhe: se tivéssemos três dias para passear por aqui, o que é que tínhamos que ver e fazer? E a resposta é a que se segue.

Dia 1
Começa-se o dia com um passeio pela Aldeia Histórica de Castelo Novo. Segue-se uma caminhada até à Casa do Guarda, passando pelo Castelo Velho. A Serra da Gardunha na vertente sul e as vistas soberbas para o território de planície – há quem diga que a Gardunha separa o Alentejo das zonas montanhosas de Portugal.

De volta a Castelo Novo, aproveita-se a oportunidade para almoçar uma boa refeição de especialidades locais. De tarde, oportunidade para conhecer Alpedrinha com o seu belo património construído, provar uma ginjinha e apreciar a paisagem a partir do Palácio do Picadeiro. A caminho do Fundão, pela EN 18, paragem na Portela (ou Curva do Ciclista) para ver a diferença paisagística entre o norte e o sul da Gardunha.

Paisagem da Serra da GardunhaChegada ao Fundão, a tempo de ir a uma queijaria no Souto Alto comprar os bons queijos da região: de ovelha, de cabra, mistos, e todos os que lá houver. No Fundão, é fácil encontrar bons enchidos, pão caseiro e bolos tradicionais. É comprar de tudo um pouco, porque no dia seguinte vão fazer falta.


Dia 2
Com a mochila bem arrumada, partimos para a Casa do Guarda de Alcongosta onde iniciamos uma caminhada em direção à Penha, local emblemático da Gardunha. Almoça-se neste local (os queijos, o pão, os enchidos, os bolos tradicionais…).

Depois do almoço faz-se o percurso de volta à Casa do Guarda, passando pelo Cavalinho (Posto de Vigia) apreciando o que a Gardunha tem de melhor: a paisagem variada e contrastante (entre o norte e o sul), o silêncio (ou o ruído da natureza), a boa disposição física e mental.

O restante tempo da tarde é ocupado num passeio urbano na zona antiga do Fundão, com paragem obrigatória para provar os bons licores locais, conhecer a história de desenvolvimento urbano da povoação e a importância dos Cristãos-Novos neste processo.

Rio ZêzereDia 3
Neste dia vamos conhecer as terras do xisto e o rio Zêzere. A primeira paragem é na Casa do Bombo, em Lavacolhos. A segunda paragem é no Cabeço do Pião, junto ao rio Zêzere onde é possível admirar o que resta das instalações mineiras da Lavaria. De seguida, a paragem é em Janeiro de Cima, aproveitando-se para provar o prato típico de Maranhos num restaurante local, ou outra iguaria regional. Depois ainda haverá tempo para visitar a Casa das Tecedeiras antes de fazer o caminho de volta ao Fundão.

Neste percurso é obrigatório parar na Barroca e visitar a aldeia e a Casa Grande – sede das Aldeias do Xisto e centro interpretativo das gravuras. Anda-se mais um pouco para apreciar o rio e a sua envolvente (em determinadas alturas do ano é possível observar as Gravuras Rupestres).

A despedida faz-se com a certeza de que ainda ficou muita coisa para ver, sentir e gostar.

@iNature | Fotos iNature e visitfundao.pt.